Devido às queimadas, animais silvestres buscam refúgio nas cidades
O avanço das queimadas na Amazônia durante o mês de outubro acende um alerta para os impactos dos incêndios florestais na fauna silvestre. Além de comprometer a vegetação, o fogo destrói abrigos e reduz a disponibilidade de alimentos, obrigando os animais a deixarem seus habitats naturais e buscarem refúgio em áreas rurais e urbanas.
O cenário ocorre durante o período de estiagem, quando as condições de tempo seco podem favorecer a propagação das chamas. A ação humana também contribui para a ocorrência de incêndios. Por isso, a prevenção é fundamental para reduzir os danos aos ecossistemas amazônicos.
De acordo com Esrom Paixão, biólogo e responsável técnico do ZOOUNAMA - Zoológico da UNAMA Santarém, a fuga dos animais é uma das consequências diretas da destruição de seus ambientes naturais. Sem abrigo e alimento, as espécies silvestres passam a circular em locais habitados e ficam expostas a novos perigos.
“Os animais que estão na região pegando fogo tendem a se afugentar para a cidade. Eles acabam invadindo áreas rurais e urbanas porque precisam encontrar abrigo e alimento”, explica o biólogo.
Durante o deslocamento, os animais podem ser atropelados, sofrer acidentes com a rede elétrica ou entrar em contato com pessoas que não sabem como agir diante de um silvestre. Espécies como macacos e preguiças, por exemplo, costumam aparecer em áreas urbanas e ficar vulneráveis a diferentes situações de risco.
A orientação é não tentar capturar, tocar ou espantar. Mesmo espécies que parecem inofensivas podem reagir quando estão assustadas ou feridas. “O animal também está com medo e vai tentar se defender. O ideal é acionar os órgãos ambientais e de segurança pública, pois eles vão fazer o resgate adequado”, orienta Esrom Paixão.
Ao encontrar um animal silvestre em uma residência, na rua ou em uma rodovia, a população deve manter distância, afastar crianças e animais domésticos e acionar os órgãos competentes, como Polícia Militar Ambiental, IBAMA ou Corpo de Bombeiros (193).
Além de ameaçar a biodiversidade, as queimadas comprometem o equilíbrio dos ecossistemas amazônicos. Isso reforça a importância da prevenção e proteção dos habitats naturais.
Imagem: Magnific






